O câncer vulvar refere-se a tumores malignos que ocorrem na área externa do órgão genital feminino, comumente afetando os grandes lábios, pequenos lábios, clitóris e área perineal. A maioria dos casos é do tipo carcinoma espinocelular, que cresce lentamente, mas com forte capacidade invasiva, frequentemente acompanhada de úlceras ou nódulos, podendo ser facilmente confundido com doenças benignas.
Este tipo de câncer ocorre com mais frequência em mulheres acima de 50 anos, especialmente após a menopausa. Nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, a taxa de incidência é relativamente alta, enquanto países do sudeste asiático, como Filipinas, Malásia e Tailândia, também têm registrado aumento na taxa de diagnóstico nos últimos anos. Se não tratado a tempo, o câncer vulvar pode se espalhar para a uretra, reto, e até para os linfonodos.
Estágio I: Tumor limitado à vulva, de tamanho pequeno
O tumor não excede 2 cm, sem envolvimento de linfonodos. A taxa de sobrevivência em 5 anos é superior a 85%, e o tratamento cirúrgico pode ser curativo.
Estágio II: Expansão local sem metástase
O tumor ultrapassa 2 cm e afeta tecidos próximos, como a uretra e o vestíbulo vaginal, mas não há metástase para os linfonodos. A taxa de sobrevivência em 5 anos varia entre 65% a 75%.
Estágio III: Envolvimento de linfonodos
As células cancerígenas invadem os linfonodos inguinais unilaterais ou bilaterais, com sintomas locais mais evidentes. A taxa de sobrevivência em 5 anos diminui para cerca de 50%.
Estágio IV: Metástase para órgãos distantes
O tumor invade órgãos distantes como bexiga e reto ou se espalha para outras partes do corpo, com um prognóstico mais negativo. A taxa de sobrevivência em 5 anos cai para menos de 30%.
1. Coceira persistente na vulva
A maioria das pacientes no início sentem coceira constante na região vulvar, especialmente à noite, sendo frequentemente confundido com infecções ou eczema.
2. Pequenos nódulos ou tumores
Podem ser palpáveis pequenos nódulos firmes, com superfície áspera ou crostas, que com o tempo aumentam de tamanho ou formam úlceras.
3. Úlceras vulvares ou secreção
A área afetada pode se ulcerar facilmente, com secreção líquida e umidade local, frequentemente com sangramentos leves e resistência ao tratamento.
4. Sensação de dor ou queimação
Com a progressão da doença, muitas pacientes relatam dor ou sensação de queimação na área afetada, que piora com a movimentação ou fricção.
5. Vermelhidão ou alteração de cor da vulva
Em algumas áreas, pode ocorrer eritema, edema ou mudanças de cor, indicando inflamação local ou possível malignidade.
6. Dor à palpação
Embora inicialmente a dor seja rara, conforme a doença progride, pode ocorrer dor persistente devido à compressão nervosa.
7. Sintomas urinários
Se o tumor estiver próximo à uretra, pode causar dificuldade para urinar, urgência ou dor ao urinar.
8. Inchaço de linfonodos
Nos estágios mais avançados, pode haver inchaço indolor nos linfonodos inguinais, que são firmes ao toque.
9. Desconforto ou sangramento durante a relação sexual
Algumas pacientes com a lesão próxima à vagina relatam dor durante a relação sexual ou sangramento leve após o ato.
Especialistas do Centro Médico Internacional Joint Life destacam que os sintomas iniciais do câncer vulvar são frequentemente negligenciados, especialmente em mulheres mais velhas, que podem confundí-los com infecções comuns. Se houver coceira persistente, nódulos ou úlceras não cicatrizando, é fundamental procurar avaliação médica. A detecção precoce e os tratamentos modernos, como a terapia celular, podem reduzir as taxas de recidiva e aumentar a taxa de sobrevivência.