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Câncer de Vulva
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Diagnóstico de Câncer Vulvar

O câncer vulvar é um tumor maligno originado do epitélio da vulva. Em seus estágios iniciais, é frequentemente confundido com inflamação ou infecção, o que pode atrasar o diagnóstico. Se não identificado a tempo, o câncer pode se espalhar para os linfonodos e causar danos locais, afetando a função e a qualidade de vida. O diagnóstico definitivo depende de biópsia tecidual e avaliação por imagem, sendo importante para determinar o estágio da doença e escolher o tratamento adequado.

Critérios de Diagnóstico

1. Biópsia Patológica

A biópsia é o padrão-ouro para o diagnóstico de câncer vulvar. A amostragem do tecido da lesão vulvar e a análise histológica permitem confirmar o tipo de câncer e o grau de diferenciação, além de identificar marcadores moleculares relacionados ao HPV, fornecendo base para um tratamento preciso.

2. Colposcopia e Exame Local

A colposcopia ou exame especializado da vulva permite observar as mudanças na contorno e nas bordas da lesão, ajudando a guiar a biópsia e avaliar a extensão da lesão, incluindo o envolvimento de tecidos profundos ou linfonodos.

3. Exames de Imagem

RM (Ressonância Magnética): Fornece imagens detalhadas do tumor, da extensão de seu envolvimento com os linfonodos e estruturas adjacentes;

TC (Tomografia Computadorizada): Indicada para triagem de linfonodos inguinais e pélvicos, além de avaliar se houve metástase para a cavidade abdominal ou estruturas pélvicas;

PET-CT: Usado para avaliar a presença de metástases distantes ou recidivas e para monitorar a atividade tumoral e a eficácia do tratamento.

4. Exames Serológicos e Teste de HPV

Embora não existam marcadores tumorais específicos, a triagem para HPV ajuda a identificar infecções de alto risco, contribuindo para a avaliação do risco. Exames de sangue são frequentemente realizados para avaliar o estado físico do paciente antes da cirurgia, mas têm valor diagnóstico limitado.

5. Avaliação Multidisciplinar

Após o diagnóstico, uma equipe multidisciplinar envolvendo ginecologia, oncologia, radiologia e patologia deve avaliar o caso para desenvolver um plano de tratamento individualizado, equilibrando a preservação da função e a cura radical.

Conclusão

Especialistas do Centro Internacional de Medicina da Vida alertam que qualquer alteração na região vulvar deve ser prontamente investigada com biópsia e avaliação por imagem. O diagnóstico precoce e o planejamento adequado do tratamento são essenciais para controlar a doença, preservar funções e melhorar o prognóstico.