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Artrite do Joelho
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Visão geral da osteoartrite do joelho

A osteoartrite do joelho (KOA) é uma doença articular degenerativa crônica comum, caracterizada principalmente por desgaste da cartilagem, inflamação articular e disfunção, afetando a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes. A doença é mais comum em idosos, mas nos últimos anos, devido à obesidade e lesões esportivas, o número de pacientes jovens também aumentou.

Situação global e nacional da doença

A osteoartrite do joelho é uma das doenças articulares mais comuns no mundo, cuja incidência aumenta com a idade e com o aumento da taxa de obesidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 350 milhões de pessoas sofrem de osteoartrite do joelho em todo o mundo, com uma taxa de incidência entre 10%-20%. Em pessoas com mais de 50 anos, a taxa de incidência pode ultrapassar 40%.

China: a prevalência em pessoas com mais de 40 anos é de cerca de 15%, chegando a 50% naquelas com mais de 60 anos. O envelhecimento populacional contribui para o aumento contínuo do número de casos.

Estados Unidos: cerca de 32 milhões de pessoas sofrem da doença, sendo a obesidade e o estilo de vida sedentário os principais fatores de risco.

Europa: a prevalência entre adultos é de aproximadamente 20%-30%, com proporções ainda maiores entre os idosos.

Japão e Coreia do Sul: a prevalência em pessoas acima de 65 anos ultrapassa 50%, sendo o envelhecimento o principal fator.

A prevalência em mulheres é maior do que em homens, possivelmente relacionada a níveis de estrogênio, estrutura óssea e estilo de vida.

Principais danos

A osteoartrite do joelho não apenas compromete a função articular, mas também pode causar sérias limitações na vida diária.

1. Dor e rigidez articular

Nos estágios iniciais, ocorre apenas dor leve após atividade, mas com a progressão da doença, a dor pode se tornar contínua, até mesmo afetando o sono noturno. A rigidez articular é mais evidente ao acordar ou após longos períodos sentado.

2. Limitação de movimento e deformidade

Pacientes frequentemente apresentam limitação dos movimentos articulares, como dificuldade para subir escadas, permanecer em pé por longos períodos ou caminhar. Em estágios avançados, pode resultar em pernas arqueadas (varo) ou em X (valgo), até perda completa da capacidade de andar de forma independente.

3. Redução da qualidade de vida

A dor e a limitação de movimento impactam nas atividades diárias, no trabalho e na vida social, levando alguns pacientes a desenvolver depressão e ansiedade.

4. Aumento do risco de outras doenças

A redução da atividade física aumenta o risco de obesidade, doenças cardiovasculares e osteoporose.

O uso prolongado de analgésicos pode causar úlceras gástricas, além de danos ao fígado e rins.

Novos métodos de tratamento

Terapia com células-tronco

A terapia com células-tronco para osteoartrite do joelho é uma estratégia emergente da medicina regenerativa, que visa reparar ou regenerar o tecido da cartilagem danificada, retardar a progressão da doença, aliviar a dor e melhorar a função articular. Vantagens da terapia com células-tronco:

Promove a regeneração dos tecidos e vasos articulares.

Melhora o microambiente local da articulação, reduzindo a inflamação.

Tratamento minimamente invasivo, com menor risco cirúrgico.

Células-tronco autólogas não causam rejeição imunológica e apresentam baixo risco de infecção.

Métodos convencionais de tratamento

O objetivo do tratamento é aliviar a dor, melhorar a função articular e retardar a progressão da doença. Os principais métodos incluem tratamento não farmacológico, farmacológico e cirúrgico.

1. Tratamento não farmacológico

Indicado para todos os estágios, pode retardar a progressão da doença.

① Controle de peso: perder 5% do peso corporal pode reduzir a carga no joelho em 20%-30%.

② Exercícios terapêuticos: como treinamento do quadríceps, natação e ciclismo, ajudam a fortalecer a estabilidade do joelho.

③ Fisioterapia: como compressas quentes, ultrassom e eletroterapia, podem aliviar a dor.

④ Órteses: como joelheiras, bengalas e palmilhas ortopédicas, reduzem a pressão sobre o joelho.

2. Tratamento farmacológico

Indicado para pacientes com dor moderada a intensa, mas não reverte o dano articular.

① Analgésicos: o paracetamol (Tylenol) é indicado para dor leve; os AINEs (ibuprofeno, diclofenaco) para dor moderada a intensa, mas o uso prolongado pode prejudicar o trato gastrointestinal e o sistema cardiovascular.

② Injeção de ácido hialurônico: lubrifica a articulação e reduz o atrito, mas a eficácia varia entre indivíduos.

③ Injeção de corticosteroides: alivia rapidamente a inflamação a curto prazo, mas o uso prolongado pode acelerar o dano da cartilagem.

④ Protetores da cartilagem (glicosamina, condroitina): podem oferecer certa proteção, mas os resultados clínicos ainda são controversos.

3. Tratamento cirúrgico

Indicado para casos graves, quando o tratamento medicamentoso e conservador não é eficaz.

① Artroscopia: remove fragmentos articulares, indicada para casos iniciais, mas não é curativa.

② Osteotomia: indicada para pacientes jovens, redistribui a carga articular para reduzir a pressão no joelho.

③ Artroplastia total do joelho (ATJ): indicada para pacientes em estágio avançado; após a cirurgia, a função melhora significativamente, com taxa de sobrevivência de 90% em 10 anos.

Conclusão

Especialistas do Centro Médico Internacional Life Union afirmam que, com o avanço da medicina de precisão e da medicina regenerativa, no futuro será possível utilizar terapias como células-tronco, engenharia de tecidos de cartilagem e implantes de biomateriais, oferecendo mais opções para pacientes com osteoartrite do joelho.