O cordoma é um tumor raro originado no tecido remanescente do notocórdio embrionário, representando cerca de 1% a 4% dos tumores primários da coluna vertebral. Embora seu crescimento seja lento, o cordoma é altamente invasivo, geralmente localizado na região sacrococcígea ou na base do crânio, e pode se espalhar para os tecidos moles próximos. Devido à proximidade com estruturas nervosas importantes, o desenvolvimento do tumor pode levar a sérios distúrbios funcionais e redução da qualidade de vida.
O cordoma é mais comum em pessoas de meia-idade, com pico entre 40 e 60 anos. A taxa de incidência mundial é relativamente baixa, mas a taxa de diagnóstico é mais alta em países da Europa e América do Norte, como Estados Unidos, Alemanha e Canadá. Em países do Sudeste Asiático, como Singapura, Tailândia e Filipinas, a taxa de incidência tem aumentado devido a fatores climáticos e de atividade ao ar livre. O principal risco do cordoma é o crescimento localizado restrito, e a pressão sobre a medula espinhal ou o tronco encefálico pode levar a paralisia, dificuldades para engolir e outros sintomas neurológicos, dificultando o tratamento nas fases mais avançadas.
Estágio I: Crescimento localizado, ressecção completa possível
O tumor está restrito ao tecido ósseo, sem invadir nervos ou tecidos moles ao redor. A taxa de sobrevivência em 5 anos é de cerca de 80% a 85%, com baixo risco de recidiva após a cirurgia.
Estágio II: Invasão de estruturas adjacentes, sintomas de compressão
O tumor começa a afetar o canal da medula espinhal ou os nervos da base do crânio, com dor e disfunção neurológica. A taxa de sobrevivência diminui para 60% a 75%.
Estágio III: Danos a nervos importantes, alto risco de recidiva local
O tumor invade a medula espinhal ou áreas críticas da base do crânio, aumentando a complexidade da cirurgia e agravando os sintomas. A taxa de sobrevivência em 5 anos diminui para 40% a 55%.
Estágio IV: Metástases distantes, tratamento desafiador
O tumor se espalhou para órgãos distantes, como pulmões, fígado e cérebro. O tratamento se torna mais difícil, e a taxa de sobrevivência em 5 anos cai para menos de 30%.
1. Dor persistente na região sacrococcígea
O sintoma inicial mais comum é a dor persistente e difusa na região sacral, que piora com a posição sentada ou em pé prolongada, especialmente à noite. Frequentemente, é diagnosticada erroneamente como dor lombar.
2. Incoordenação ao andar ou alterações na marcha
A compressão da medula espinhal pode causar fraqueza nas pernas, dificuldade para ficar em pé ou marcha em "tesoura", indicando envolvimento da medula espinhal.
3. Distúrbios na função urinária ou intestinal
Tumores na região sacral podem comprimir nervos e causar problemas na micção e evacuação, como urgência urinária, dificuldade para evacuar ou incontinência.
4. Cefaleia e tontura devido à compressão da base do crânio
Quando o cordoma está localizado na base do crânio, pode comprimir nervos cranianos, causando dor de cabeça crônica, tontura e até desequilíbrio.
5. Dificuldade para engolir ou rouquidão
A compressão de nervos cranianos pode causar sensação de obstrução na garganta, dificuldades para engolir ou fala fraca e rouca.
6. Dormência ou falta de mobilidade nos braços
Quando o cordoma afeta a região cervical da coluna, pode causar compressão dos nervos dos braços, resultando em dormência nas mãos, perda de força e dificuldade nas atividades diárias.
7. Nódulos ou protuberâncias localizadas
Alguns pacientes podem perceber uma protuberância fixa na região sacral, frequentemente acompanhada de dor ao toque, o que pode ser um sinal de crescimento do tumor.
8. Alterações sensoriais faciais ou nistagmo
Quando o tumor comprime nervos cranianos, pode ocorrer dormência ou formigamento no rosto, nistagmo (movimento involuntário dos olhos) ou diplopia (visão dupla).
9. Alterações no humor e no funcionamento cognitivo
Pacientes com compressão do tronco encefálico podem apresentar perda de memória, falta de concentração ou alterações no humor, como ansiedade ou depressão.
Especialistas do Centro Médico Internacional Joint Life alertam que, devido à localização e sintomas iniciais sutis do cordoma, o diagnóstico pode ser demorado. Se você apresentar dor persistente na região sacral, disfunções neurológicas ou alterações nas funções urinária e intestinal, é crucial procurar atendimento médico. Exames de imagem e terapias multidisciplinares, como o tratamento de reconstrução imunológica celular, podem ser eficazes para controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.