O cordoma é um tumor de baixo grau maligno, originado do tecido remanescente do cordão nervoso. A apresentação clínica precoce é atípica, sendo facilmente confundida com hérnia de disco ou degeneração lombar. Caso não seja identificado e tratado a tempo, o tumor continuará a crescer, comprimindo o sistema nervoso, levando a paralisias ou problemas de controle da bexiga. O diagnóstico depende de uma combinação estreita de exames de imagem e patológicos, sendo crucial localizar com precisão a lesão e excluir outros tipos de tumores.
1. Ressonância Magnética (MRI)
A MRI é o exame preferencial para o cordoma, permitindo visualizar claramente a localização do tumor, sua extensão e a relação com os tecidos ao redor. Nas imagens ponderadas em T2, o tumor aparece como uma área de alta intensidade de sinal, com limites difusos, o que sugere suas características infiltrativas, facilitando a avaliação pré-operatória.
2. Exame de Tomografia Computadorizada (CT)
A CT é útil para observar a destruição óssea e a presença de calcificação. O cordoma frequentemente apresenta destruição óssea e pontos de calcificação, especialmente na base do crânio ou na região sacral e coccígea. A CT também pode ser utilizada para biópsia por agulha guiada, um método importante de auxílio no diagnóstico.
3. Exame Patológico
A biópsia do tumor, seguida de coloração imuno-histoquímica, é o "padrão-ouro" para o diagnóstico do cordoma. As células típicas têm disposição vacuolar, núcleos grandes e intensamente corados, e a expressão da proteína brachyury é um marcador diagnóstico específico. A diferenciação patológica é crucial para distinguir o cordoma de outros tumores da coluna, como os condrossarcomas.
4. Cintilografia óssea e PET-CT
São utilizados para avaliar a presença de metástases ou recidiva do tumor. O PET-CT pode identificar áreas de alta atividade metabólica, sendo útil no acompanhamento pós-operatório e na detecção de recidivas. A cintilografia óssea pode indicar lesões ósseas, mas sua especificidade é relativamente baixa.
6. Exame Neurofisiológico
Quando o paciente apresenta sintomas neurológicos, os exames de eletromiografia e velocidade de condução nervosa podem ser utilizados para avaliar o grau de dano nervoso, ajudando na avaliação pré-operatória e no planejamento da reabilitação pós-cirúrgica.
7. Diagnóstico Multidisciplinar
Devido à localização complexa do cordoma e seus sintomas atípicos, muitas vezes é necessário o trabalho conjunto de neurocirurgiões, oncologistas radioterápicos e especialistas em imagem. A combinação de avaliações clínicas, de imagem e patológicas contribui para aumentar a precisão do diagnóstico e o planejamento de tratamentos individualizados.
Especialistas do Centro Internacional de Medicina da Vida alertam para a importância da identificação precoce do cordoma. Recomenda-se realizar exames de imagem e diagnóstico patológico em pacientes com dor lombossacral de causa desconhecida, para desenvolver planos de intervenção adequados, minimizando danos neurológicos e melhorando a qualidade de vida.