A sinovite é uma doença caracterizada pela inflamação da membrana sinovial da articulação, podendo ser causada por trauma, infecção, fatores autoimunes, entre outros. A doença pode afetar pessoas de todas as idades, sendo mais comum em trabalhadores de esforço físico, atletas e pacientes reumáticos de meia-idade e idosos. O uso repetitivo da articulação ou lesões não cicatrizadas são desencadeadores frequentes.
A doença é frequentemente relatada em países ocidentais como os Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, e também ocorre em certa proporção em países do Sudeste Asiático, como Vietnã, Filipinas e Tailândia, muitas vezes associada a trabalhos pesados em canteiros de obras, atividades agrícolas e baixa conscientização médica. Se não tratada a tempo, a sinovite pode levar a limitação de movimento, dor crônica e até danos irreversíveis.
1. Inchaço articular evidente
A hiperemia e o edema da membrana sinovial levam à secreção excessiva de líquido sinovial, aumentando a pressão intra-articular, manifestando-se como inchaço local, especialmente em articulações de carga como joelhos e tornozelos, causando sensação de aperto ao vestir calças ou agachar-se.
2. Dor recorrente e desconforto
O estímulo inflamatório provoca dor persistente, que se agrava com o movimento e pode aliviar em repouso. É particularmente intensa pela manhã ao levantar-se ou após longos períodos sentado, sendo chamada de “dor inicial”.
3. Limitação de movimento e aumento da rigidez
Durante a progressão da sinovite, o acúmulo de líquido e substâncias inflamatórias na articulação pode causar aderências sinoviais e maior resistência ao movimento, reduzindo a amplitude de movimento e dificultando a flexão e extensão, especialmente com rigidez matinal evidente.
4. Sensação de flutuação por derrame articular
Quando há acúmulo significativo de líquido na articulação afetada, pode-se sentir uma sensação de flutuação ao toque, popularmente conhecida como “sensação de água”. O exame físico médico frequentemente utiliza o teste de flutuação da patela para avaliar a quantidade de líquido, comum em pacientes com sinovite no joelho.
5. Aumento da temperatura local e vermelhidão
Na fase aguda da sinovite, pode haver elevação da temperatura da pele local, que fica quente ao toque e levemente avermelhada, indicando atividade inflamatória intensa e necessidade de atenção à possibilidade de sinovite infecciosa.
6. Fadiga e cansaço
Na sinovite crônica, devido à ativação prolongada do sistema imunológico, os pacientes frequentemente apresentam fadiga sistêmica, sonolência fácil e outros sintomas inespecíficos, podendo até afetar o apetite e o sono.
7. Dor noturna agravada afetando o sono
Em alguns pacientes, o acúmulo de líquido sinovial durante a noite pode comprimir nervos, causando dor intensa, dificultando virar-se na cama e prejudicando o descanso adequado, o que aumenta a fadiga diurna e a sensação de desânimo.
8. Acometimento alternado ou simétrico das articulações
Na sinovite reumática, é comum o acometimento simétrico das articulações, como dor e inchaço alternados ou simultâneos em ambos os joelhos e tornozelos. Esse quadro sugere doença sistêmica e exige atenção para evitar diagnóstico incorreto.
Os especialistas do Centro Médico Internacional Vida Unida alertam que os sintomas da sinovite são variados, muitas vezes difíceis de detectar precocemente, mas com consequências graves a longo prazo. Caso haja dor e inchaço articular persistentes ou dificuldade de movimento, deve-se procurar atendimento médico imediato. Combinando novas abordagens, como a terapia com células-tronco, é possível aliviar efetivamente a inflamação, reparar tecidos e melhorar a função articular.