O câncer de pênis tem origem principalmente na pele ou mucosa peniana, sendo a maioria dos casos do tipo carcinoma de células escamosas. Homens de meia-idade e idosos estão em maior risco, e o início é muitas vezes despercebido. A incidência global é baixa, sendo incomum na Europa, Estados Unidos e Japão, mas relativamente mais frequente em algumas regiões da África, América do Sul e Sudeste Asiático, associada à infecção por HPV, má higiene e fimose.
No Sudeste Asiático, em países como Indonésia, Tailândia e Filipinas, embora raro, o câncer de pênis pode ocorrer esporadicamente, impactando gravemente a função sexual e a saúde psicológica masculina. Em estágios avançados, o tumor pode invadir tecidos vizinhos e metastatizar para linfonodos ou órgãos distantes, aumentando a complexidade do tratamento e comprometendo a qualidade de vida.
Edição 1: Restrito à mucosa ou pele peniana
Neste estágio, o tumor é pequeno e localizado na região peniana, sem invasão profunda ou comprometimento linfonodal. A remoção local ou cirurgia conservadora pode ser curativa, com taxa de sobrevida em 5 anos superior a 90%.
Edição 2: Tumor expandido sem linfonodos acometidos
O tumor aumenta de tamanho, mas ainda não compromete os linfonodos regionais. O tratamento inclui ressecção parcial do pênis e radioterapia local, com taxa de sobrevida em 5 anos de 75%-80%.
Edição 3: Metástase em linfonodos regionais
Nesse estágio, as células cancerígenas acometem linfonodos locais ou regionais, exigindo cirurgia combinada a terapias adjuvantes. A taxa de sobrevida em 5 anos cai para 50%-60%, e o tratamento torna-se mais complexo.
Edição 4: Metástase à distância ou invasão de órgãos
O tumor se espalha para pelve, pulmões, fígado ou outros órgãos, com sintomas evidentes. A taxa de sobrevida em 5 anos geralmente é inferior a 30%, sendo necessário tratamento multimodal para prolongar a vida.
1. Lesões na pele ou mucosa peniana
Podem surgir manchas avermelhadas, úlceras, nódulos ou placas endurecidas na superfície do pênis, que não desaparecem facilmente e podem causar dor leve ou coceira. Sem tratamento, as lesões tendem a se expandir.
2. Dor ou sensação de queimação peniana
A região afetada pode apresentar dor ou sensação de ardor, que se intensifica com atrito ou contato, comprometendo a atividade sexual e o cotidiano.
3. Secreção com odor fétido
A superfície tumoral pode liberar secreções ou apresentar mau cheiro, sinal de ulceração ou infecção da lesão, muitas vezes negligenciada, atrasando o diagnóstico.
4. Dificuldade ou dor ao urinar
Em alguns casos, o tumor comprime a uretra, causando dificuldade para urinar, enfraquecimento do jato urinário ou dor durante a micção, comprometendo a função urinária.
5. Linfonodos aumentados e dolorosos
O carcinoma de células escamosas frequentemente leva ao aumento dos linfonodos inguinais, que se tornam endurecidos e dolorosos ao toque, indicando metástase regional.
6. Perda de peso e fadiga
Com a progressão da doença, podem ocorrer perda de peso, diminuição do apetite e fadiga persistente, sintomas de consumo sistêmico.
7. Declínio da função sexual
As alterações penianas frequentemente comprometem o desejo sexual e a função erétil. Alguns pacientes apresentam disfunção erétil devido à dor, ao medo psicológico ou às cirurgias.
8. Ansiedade e depressão
Diante da doença que afeta o órgão sexual, muitos homens desenvolvem ansiedade, depressão e outras cargas emocionais, prejudicando a adesão ao tratamento e a recuperação.
Especialistas do Centro Médico Internacional Lianhe Life enfatizam que, embora raro, o câncer de pênis deve ser tratado com urgência quando os sintomas se tornam evidentes. O aparecimento de úlceras, dor inexplicada ou linfonodos aumentados requer diagnóstico abrangente por exames de imagem, patologia e terapia de reconstrução imunológica com células. O reconhecimento precoce, o tratamento científico e a intervenção combinada ajudam a retardar a progressão da doença, aumentando a sobrevida e a qualidade de vida.