O câncer de pênis é um tumor maligno raro do sistema reprodutor masculino, mas quando ocorre, é altamente agressivo e de rápida progressão. Os sintomas iniciais podem ser discretos e confundidos com doenças dermatológicas ou infecções, fazendo com que muitos pacientes recebam o diagnóstico apenas em estágios avançados. Sem diagnóstico oportuno, o tumor pode se espalhar pelo sistema linfático para a região inguinal, pélvica ou mesmo para órgãos distantes, colocando a vida em risco. Portanto, avaliar corretamente a condição e confirmar o diagnóstico precoce são fundamentais para definir um plano terapêutico eficaz.
1.
Avaliação por inspeção e palpação
O exame físico inicial inclui observar a superfície do pênis em busca de massas, placas, nódulos ou ulcerações suspeitas. A palpação permite avaliar a consistência da lesão, seus limites e a presença de aderência aos tecidos adjacentes, com atenção especial aos linfonodos inguinais. Apesar de simples, esse passo fornece pistas valiosas para investigações complementares.
2.
Biópsia para confirmação histopatológica
O “padrão-ouro” para confirmar o câncer de pênis é o diagnóstico patológico, obtido por meio de biópsia da lesão. Sob anestesia local, pode-se realizar excisão em cunha ou punção aspirativa, e a amostra é analisada microscopicamente para identificar se se trata de carcinoma de células escamosas (o tipo mais comum) e seu grau de diferenciação. Esta etapa é essencial para definir a natureza e o estadiamento do câncer.
3.
Exames de imagem para avaliação da extensão
Em pacientes com suspeita de invasão local ou metástases linfáticas, são indicados ultrassom, TC ou RM. O ultrassom do pênis avalia a profundidade da lesão; a TC da região inguinal e pélvica ajuda a identificar metástases em linfonodos; a RM mostra com clareza a relação do tumor com a uretra e o corpo cavernoso, auxiliando na decisão sobre preservação ou não do órgão.
4.
Avaliação linfonodal e punção aspirativa
Quando há linfonodos inguinais aumentados detectados no exame físico, deve-se realizar punção aspirativa por agulha fina (PAAF) ou biópsia para análise histológica e confirmação de metástase. Além disso, alguns pacientes podem necessitar de PET-CT para investigar metástases à distância, contribuindo para o estadiamento e a decisão terapêutica.
5.
Uretrocistoscopia
Se a lesão estiver próxima da uretra ou houver suspeita de envolvimento do trato urinário, recomenda-se a realização de uretrocistoscopia. Esse exame avalia a possível invasão da mucosa uretral e auxilia na definição da necessidade de tratamentos combinados com abordagem urológica.
6. Marcadores tumorais como apoio diagnóstico
Embora não existam marcadores tumorais específicos para o câncer de pênis, alguns médicos solicitam exames séricos, como o antígeno SCC, para monitorar a progressão da doença e a resposta ao tratamento.
O diagnóstico precoce do câncer de pênis exige avaliação multidisciplinar, combinando patologia, exames de imagem e exame físico. Os especialistas do Centro Internacional de Medicina Unida destacam que a identificação precoce das lesões e a adesão a protocolos diagnósticos reduzem erros, melhoram os resultados terapêuticos e garantem melhor qualidade de vida aos pacientes.