O câncer de parótida é um dos tumores mais comuns das glândulas salivares, representando uma parte significativa de todos os tumores das glândulas salivares, e é uma das principais malignidades da região cefalomandibular. Ele se origina das células epiteliais das glândulas parótidas, e algumas formas crescem rapidamente e têm grande poder de invasão, podendo afetar nervos e vasos sanguíneos próximos, além de se espalhar para os linfonodos cervicais ou órgãos distantes. Este tipo de tumor, nas fases iniciais, normalmente não apresenta sintomas típicos e pode se manifestar como uma massa indolor, o que facilita o diagnóstico tardio.
A doença afeta principalmente pessoas de meia-idade a idosas, com uma leve predominância masculina. O câncer de parótida é relativamente comum em países da Europa e América do Norte, como Estados Unidos, França e Alemanha, e também tem mostrado um aumento anual no Sudeste Asiático, como em Cingapura, Tailândia e Filipinas, especialmente em áreas com forte poluição industrial. O principal risco do câncer de parótida é sua alta agressividade local, podendo resultar em paralisia facial, dificuldades de deglutição e alta taxa de recorrência, afetando severamente a qualidade de vida e o prognóstico.
Estágio I: Lesão localizada, o nódulo pode ser ressecado no início
A lesão está restrita à glândula parótida, com diâmetro pequeno, sem envolvimento do nervo facial ou metástase para linfonodos. A taxa de sobrevivência de cinco anos pode ultrapassar 80%.
Estágio II: Lesão aumentada, pode afetar tecidos superficiais
O tumor cresce em volume ou invade levemente os tecidos adjacentes, mas ainda não há disseminação distante. A taxa de sobrevivência diminui para 60%-75%.
Estágio III: Envolvimento do nervo facial, metástase regional
Este estágio pode ser acompanhado por distúrbios da função do nervo facial ou metástases para linfonodos cervicais. A taxa de sobrevivência de cinco anos cai para 40%-55%.
Estágio IV: Metástase distante, destruição grave das estruturas locais
As células cancerígenas se espalham para órgãos distantes como pulmões, ossos ou fígado, tornando o tratamento mais difícil e o prognóstico mais desfavorável, com a taxa de sobrevivência de cinco anos inferior a 30%.
1. Massa submandibular ou na frente da orelha
O paciente geralmente percebe, sem querer, a presença de um nódulo ou massa na região da glândula parótida, com consistência firme e sem dor, muitas vezes sendo confundido com um nódulo benigno.
2. Massa que aumenta de tamanho e se fixa
À medida que a doença progride, a massa torna-se mais visível, com consistência mais dura e menor mobilidade, indicando um possível crescimento invasivo.
3. Fraqueza ou assimetria dos músculos faciais
Se o tumor invadir o nervo facial, pode ocorrer paralisia facial, como inclinação da boca ou dificuldades para fechar as pálpebras.
4. Dor local ou dor persistente surda
Alguns pacientes relatam desconforto na região anterior da orelha ou submandibular, com dor leve à palpação ou dor intermitente, intensificada durante a noite.
5. Dificuldade para engolir ou mastigar
O aumento do tamanho do tumor pode comprimir a estrutura da boca, afetando a mordida e a deglutição, levando a dificuldades para comer ou mastigar adequadamente.
6. Zumbido ou perda auditiva
Tumores localizados na parte profunda da glândula parótida, próximos à orelha, podem comprimir o canal auditivo ou o nervo auditivo, causando zumbido, sensação de plenitude ou perda auditiva.
7. Dormência ou anormalidades sensoriais faciais
Se o tumor afetar os ramos do nervo trigêmeo, pode ocorrer sensação de dormência, queimação ou redução da sensibilidade na face.
8. Inchaço dos linfonodos cervicais
Nos estágios avançados, pode ocorrer metástase para os linfonodos cervicais, resultando em nódulos duros, indolores, facilmente palpáveis.
9. Vermelhidão ou úlceras na pele
Quando a lesão se estende até a pele, pode-se observar vermelhidão, secreção ou úlceras, o que pode levar a infecções secundárias ou formação de úlceras.
Especialistas do Centro Internacional de Medicina da Vida destacam que os sintomas iniciais do câncer de parótida são frequentemente confundidos com doenças benignas, especialmente quando o nódulo é indolor e cresce lentamente. Quando há paralisia facial ou aumento do nódulo, deve-se estar atento à possibilidade de malignidade. Indivíduos de alto risco devem realizar exames regulares da região cefalomandibular, utilizando métodos avançados como o tratamento imunoterápico e outras intervenções multidisciplinares, para melhorar a taxa de sobrevivência e a qualidade de vida.