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Mieloma Múltiplo
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Diagnóstico do mieloma múltiplo

O mieloma múltiplo é um tumor maligno hematológico caracterizado pela proliferação excessiva de plasmócitos anormais na medula óssea. Se não for diagnosticado precocemente, pode rapidamente levar à destruição óssea, comprometimento da hematopoiese e insuficiência renal. A confirmação clínica geralmente requer a integração de exames laboratoriais, de imagem e biópsia de medula óssea, a fim de excluir outras doenças e confirmar a presença de proliferação clonal de plasmócitos.

Base do diagnóstico

1. Eletroforese de proteínas séricas e imunofixação
Este é o método laboratorial mais utilizado para rastreamento do mieloma. A análise identifica a presença de proteína M (imunoglobulina monoclonal) no soro, sugerindo anormalidade plasmocitária. A imunofixação permite classificar o tipo de proteína M, como IgG ou IgA, auxiliando no diagnóstico e acompanhamento.

2. Pesquisa de proteína urinária (proteína de Bence Jones)
Pacientes com mieloma frequentemente apresentam excreção aumentada de proteína de Bence Jones (cadeias leves de imunoglobulina). A detecção é realizada por eletroforese ou imunofixação urinária, indicando atividade secretora tumoral e fornecendo informações sobre comprometimento renal.

3. Punção e biópsia de medula óssea
Este é o exame central para confirmar o mieloma múltiplo. A análise morfológica e a citometria de fluxo identificam a proporção e a clonagem de plasmócitos. Uma proporção de plasmócitos na medula superior a 10% é um critério diagnóstico chave, devendo ser avaliada em conjunto com outras condições.

4. Hemograma e avaliação da função renal
Pacientes frequentemente apresentam anemia, acompanhada de leucopenia e trombocitopenia, refletindo supressão medular. Elevações de creatinina e ureia sérica indicam comprometimento renal. Além disso, deve-se monitorar cálcio sérico para identificar risco de hipercalcemia.

5. Exames de imagem
Radiografias ou tomografia computadorizada (TC) podem revelar as típicas lesões osteolíticas em “punched-out”, frequentemente nos ossos do crânio, vértebras, costelas e pelve. A ressonância magnética (RM) é mais sensível para detectar infiltrações medulares, mesmo antes da destruição óssea. O PET-CT oferece avaliação mais precisa da atividade da doença.

6. Dosagem de cadeias leves livres (FLC)
O teste de cadeias leves livres séricas identifica mielomas não secretores ou de cadeia leve, especialmente em casos com eletroforese negativa, mas alta suspeita clínica. O desequilíbrio na relação κ/λ frequentemente sugere origem clonal, facilitando o diagnóstico precoce.

7. Análise histopatológica e imunomarcadores
Quando necessário, cortes histológicos e imunohistoquímica ajudam a caracterizar os plasmócitos e a excluir outras neoplasias hematológicas. Marcadores como CD38 e CD138 auxiliam na definição da origem celular e no direcionamento de terapias-alvo.

Conclusão

Os especialistas do Centro Internacional de Medicina Unida ressaltam que a confirmação do mieloma múltiplo exige a combinação de múltiplos exames. A detecção precoce de proteína M, da proporção de plasmócitos na medula e das alterações radiológicas é essencial para o estadiamento da doença e para a escolha do tratamento adequado.