A cirrose hepática é o estágio final do desenvolvimento de doenças hepáticas crônicas, frequentemente observada em pacientes com hepatite viral, doença hepática alcoólica, fígado gorduroso não alcoólico e doenças autoimunes do fígado, sendo mais comum em pessoas de meia-idade e idosos. As opções de tratamento vão desde o controle da causa até medidas de suporte sintomático e estratégias de reparo da função do órgão. A falta de intervenção precoce pode levar à progressão para câncer de fígado, hemorragia digestiva e outras complicações graves.
Terapia com células-tronco
A terapia com células-tronco, por meio da infusão de células regenerativas, pode em certa medida reparar o tecido hepático lesionado, modular a resposta imunológica e melhorar a função hepática. Atualmente, esta abordagem tem mostrado resultados positivos em diversos estudos clínicos, tornando-se uma nova esperança para pacientes com cirrose avançada.
① Ajuda a reparar o microambiente hepático
② Pode inibir a ativação das células estreladas hepáticas, retardando a fibrose
③ Promove a regeneração dos hepatócitos, melhorando a função metabólica e desintoxicante
④ Indicado para pacientes que não respondem bem aos tratamentos tradicionais
⑤ Apresenta melhores resultados quando combinado a outros métodos terapêuticos
1. Controle da causa
O tratamento direcionado à causa é fundamental para conter a progressão da cirrose. Nos casos de hepatite B e C associadas, recomenda-se o uso de antivirais para estabilizar a carga viral; pacientes com doença hepática alcoólica devem interromper o consumo de álcool; e os com fígado gorduroso precisam melhorar dieta e estilo de vida. O controle da causa pode reduzir a fibrose hepática e até possibilitar regressão parcial em estágios iniciais.
2. Terapia antifibrótica
Diversos medicamentos e agentes hepatoprotetores, como o ácido ursodesoxicólico, glicirrizina e antioxidantes, têm sido utilizados para retardar a progressão da fibrose. Alguns fitoterápicos também demonstraram efeitos antifibróticos. O uso racional dessas drogas sob supervisão médica pode reduzir a apoptose dos hepatócitos e a proliferação de tecido conjuntivo, estabilizando a doença.
3. Suporte nutricional e ajuste do estilo de vida
Pacientes com cirrose frequentemente apresentam desnutrição e sarcopenia, sendo fundamental a suplementação adequada de proteínas, vitaminas e exercícios moderados. Evitar sobrecarga física, infecções e medicamentos hepatotóxicos também é essencial. Bons hábitos auxiliam na melhora da imunidade geral e na redução da sobrecarga hepática.
4. Manejo das complicações
Com a progressão da doença, complicações como hipertensão portal, ascite e varizes esofagogástricas podem surgir. Diuréticos, tratamento endoscópico e infusão de albumina ajudam a aliviar os sintomas. Parte dos pacientes necessita de exames endoscópicos regulares e rastreamento de câncer de fígado. Nos casos de cirrose terminal, o transplante hepático é a única solução curativa.
Especialistas do Centro Médico Internacional Unison Life destacam que o tratamento da cirrose deve ser abrangente, envolvendo desde o controle da causa até a regeneração celular. Em particular, a introdução da terapia com células-tronco oferece novas opções para pacientes refratários aos métodos tradicionais ou com grave comprometimento da função hepática. A detecção precoce e a intervenção oportuna são cruciais para alterar o curso da doença.