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Câncer de Fígado
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Tratamento do câncer de fígado

O câncer de fígado é um dos tumores malignos mais comuns do sistema digestivo, frequentemente resultante de hepatite ou cirrose, e ocorre principalmente em homens acima de 40 anos. Como a maioria dos casos é diagnosticada em estágios intermediários ou avançados, as opções terapêuticas são limitadas. As modalidades de tratamento incluem cirurgia, radioquimioterapia, terapias alvo, terapia celular, ablação e outras. O atraso no tratamento pode levar à rápida disseminação do tumor e ao agravamento do prognóstico.

Novos métodos de tratamento

Terapia celular de reconstrução imune

A terapia celular de reconstrução imune é um método inovador que regula e ativa o sistema imunológico do próprio corpo, com alta especificidade e baixos efeitos colaterais, apresentando vantagens no controle do câncer de fígado avançado e na prevenção da recorrência pós-operatória.

O tratamento consiste em isolar as células imunológicas do próprio paciente, ativá-las e expandi-las in vitro e, em seguida, reinfundí-las para aumentar a capacidade de reconhecer e eliminar células tumorais.

Especialmente indicado para pacientes com função hepática comprometida, que não podem tolerar cirurgia ou radioquimioterapia.

Pode ser combinado com outros tratamentos para prolongar a sobrevida livre de progressão e melhorar a qualidade de vida.

Associado à detecção de PD-L1 e ao rastreamento molecular, aumenta a eficiência do tratamento individualizado.

Durante o tratamento, pacientes submetidos a cirurgia, radioquimioterapia e outros métodos tradicionais frequentemente apresentam imunossupressão, risco aumentado de infecções e recuperação lenta. Para apoiar melhor o processo terapêutico, melhorar a tolerância e a qualidade de vida, é necessário formular planos científicos de reconstrução imune em diferentes fases.

● Plano de curto prazo: Reinfusão de células imunológicas para aumentar rapidamente a imunidade e potencializar o efeito antitumoral.

● Plano de médio prazo: Reduzir os efeitos colaterais do tratamento tradicional, promover a recuperação física e concluir o ciclo terapêutico.

● Plano de longo prazo: Reconstrução completa da imunidade — celular, intestinal, de elementos e nutricional — para melhorar a imunidade geral, a qualidade de vida e prolongar a sobrevida.

Métodos tradicionais de tratamento

1. Tratamento por ablação por micro-ondas

A ablação por micro-ondas libera energia de alta frequência no tecido tumoral, aquecendo-o e causando necrose por coagulação. É indicada para lesões com diâmetro de 3 a 5 cm, com baixo trauma e rápida recuperação, adequada para pacientes com baixa tolerância cirúrgica ou casos recorrentes.

2. Ablação por radiofrequência

Semelhante à ablação por micro-ondas, mas com fonte de energia diferente. É indicada para pequenos tumores hepáticos únicos ou poucos, com menor impacto na função hepática e pode ser realizada com orientação por imagem para localização precisa.

3. Ressecção cirúrgica

A ressecção cirúrgica é a principal opção curativa para o câncer de fígado, indicada para pacientes com tumores localizados e boa função hepática. As modalidades incluem hepatectomia e ressecções parciais. O tratamento adjuvante pós-operatório é necessário para prevenir recorrência.

4. Transplante de fígado

Para pacientes com cirrose extensa ou múltiplos tumores irressecáveis, o transplante de fígado é a escolha ideal. Aqueles que se enquadram nos critérios de Milão apresentam melhor prognóstico, mas a disponibilidade limitada de órgãos implica em longos tempos de espera.

5. Terapia alvo molecular

Medicamentos alvo, como sorafenibe e lenvatinibe, voltados para mutações genéticas específicas, tornaram-se importantes opções sistêmicas para câncer de fígado avançado. São indicados para pacientes inoperáveis ou com doença progressiva, exigindo testes genéticos para orientação.

6. TACE — quimioembolização transarterial

A quimioembolização transarterial (TACE) é um tratamento paliativo comum para câncer de fígado localmente avançado. Consiste em injetar drogas quimioterápicas na artéria hepática via cateter e realizar embolização para bloquear o suprimento sanguíneo, inibindo o tumor.

7. Radioterapia

A radioterapia estereotáxica (SBRT) e a terapia com prótons apresentam bons resultados no controle local do tumor. São indicadas para pacientes inoperáveis ou com recorrência, devendo-se evitar danos radiológicos a tecidos adjacentes.

8. Tratamento adjuvante com medicina tradicional chinesa

A fitoterapia chinesa pode auxiliar no alívio dos sintomas do câncer de fígado, melhorar a função imunológica e retardar a progressão da doença. É amplamente utilizada na recuperação pós-operatória e em pacientes em estágio avançado.

9. Suporte nutricional e intervenção psicológica

Pacientes com câncer de fígado frequentemente apresentam perda de apetite e peso. A ingestão nutricional adequada é fundamental para melhorar a imunidade e a tolerância ao tratamento. Além disso, o suporte psicológico auxilia na adesão ao tratamento e na qualidade de vida.

Conclusão

O tratamento do câncer de fígado requer um plano multidisciplinar, considerando o estágio da doença, a função hepática e o estado individual do paciente. Especialistas do Centro Internacional de Medicina Life United destacam que os avanços em terapia celular e técnicas minimamente invasivas oferecem maior sobrevida e melhor qualidade de vida. O futuro do tratamento será mais preciso e abrangente.