O endométrio fino é definido como a espessura endometrial abaixo do normal (geralmente <7mm), o que dificulta a implantação embrionária. Sem diagnóstico e tratamento oportunos, pode levar à infertilidade e abortos recorrentes. O diagnóstico clínico depende principalmente da ultrassonografia transvaginal, histeroscopia e dosagem hormonal.
1. Ultrassonografia transvaginal
A ultrassonografia transvaginal é o método de primeira escolha para o diagnóstico. O melhor momento é entre o 12º e o 14º dia do ciclo menstrual. Mede-se a maior espessura endometrial em corte longitudinal, sendo <7mm indicativo de endométrio fino.
2. Histeroscopia
A histeroscopia permite observar diretamente o estado do endométrio, avaliando sua coloração, vascularização e possíveis aderências. Pode ser realizada em regime ambulatorial e é um importante exame auxiliar para confirmação diagnóstica.
3. Dosagem hormonal
Inclui a dosagem de estrogênio, progesterona, FSH, entre outros. Normalmente realizada no 2º ou 3º dia do ciclo, a avaliação hormonal detecta alterações que possam prejudicar o crescimento endometrial.
4. Avaliação do fluxo sanguíneo endometrial
O Doppler colorido avalia a perfusão endometrial. Índice de resistência (RI) >0,8 ou índice de pulsatilidade (PI) >3,0 indicam irrigação insuficiente.
5. Histórico clínico
A coleta do histórico inclui ciclo menstrual, gestações anteriores e procedimentos intrauterinos. Abortos recorrentes e curetagens são fatores de risco importantes para endométrio fino.
6. Outros exames complementares
Incluem biópsia endometrial e ressonância magnética (RM). A biópsia identifica alterações patológicas, enquanto a RM auxilia na avaliação de casos complexos.
7. Monitoramento da temperatura basal
O registro da temperatura corporal basal permite avaliar indiretamente a função ovariana e as variações cíclicas do endométrio.
8. Teste de receptividade endometrial
Analisa a expressão de biomarcadores específicos do endométrio, determinando sua capacidade de recepção embrionária.
Especialistas do Centro Médico Internacional Life Union ressaltam que o diagnóstico do endométrio fino requer uma avaliação profissional e sistemática. Mulheres com desejo reprodutivo devem realizar exames ginecológicos regulares e iniciar tratamento precoce em caso de anormalidades. Com o avanço da medicina, terapias inovadoras, como o uso de células-tronco, oferecem nova esperança às pacientes.