A síndrome de Parkinson manifesta-se com tremor de repouso, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural, sendo a principal causa a doença de Parkinson. Trata-se de uma das doenças neurodegenerativas mais comuns em adultos e uma das principais causas de morbidade e mortalidade neurológica em todo o mundo.
Os sintomas e sinais característicos da síndrome de Parkinson (bradicinesia, tremor de repouso e rigidez muscular) são marcantes em várias doenças neurodegenerativas, incluindo DP, demência com corpos de Lewy (DLB), paralisia supranuclear progressiva (PSP), atrofia de múltiplos sistemas (MSA) e degeneração corticobasal (CBD). Essas condições reduzem a expectativa de vida dos pacientes.
1. Sintomas motores
Os principais sintomas da síndrome de Parkinson são motores e incluem:
① Tremor de repouso
● Tremor típico em “contar moedas”, mais evidente em repouso, que diminui com a atividade e desaparece durante o sono.
● Pode começar unilateralmente e progredir para ambos os lados.
② Rigidez muscular
● Aumento do tônus muscular, limitando a mobilidade articular e produzindo resistência em “roda dentada”.
● Pode causar dor nos ombros e pescoço, prejudicando as atividades diárias.
③ Bradicinesia
● Lentidão nos movimentos, como marcha arrastada, micrografia e redução das expressões faciais (“face em máscara”).
● A voz torna-se baixa, a deglutição é dificultada, favorecendo sialorreia e disfagia.
④ Instabilidade postural
● Redução da capacidade de equilíbrio, aumentando o risco de quedas; em estágios avançados, pode haver perda total da marcha independente.
● Pode ocorrer “marcha festinante”, em que os passos tornam-se rápidos e o paciente não consegue parar facilmente.
2. Sintomas não motores
Além dos sintomas motores, a síndrome de Parkinson apresenta uma ampla gama de manifestações não motoras que afetam gravemente a qualidade de vida.
① Transtornos cognitivos e emocionais
● Comprometimento cognitivo: dificuldades de atenção, perda de memória e, em alguns casos, demência.
● Depressão e ansiedade: humor deprimido, perda de interesse e isolamento social.
● Alucinações e delírios: em estágios avançados, podem ocorrer alucinações visuais e ideias delirantes.
② Disfunções autonômicas
● Constipação: devido à redução da motilidade intestinal, muitos pacientes sofrem de prisão de ventre crônica.
● Distúrbios urinários: urgência, frequência aumentada, incontinência ou dificuldade para urinar.
● Hipotensão ortostática: queda da pressão arterial ao ficar em pé, podendo causar tontura ou síncope.
● Sialorreia: acúmulo de saliva devido à dificuldade de deglutição.
③ Distúrbios do sono
● Transtorno comportamental do sono REM: movimentos bruscos durante os sonhos, como gritar ou chutar.
● Insônia: dificuldade para adormecer, despertar precoce ou sono de má qualidade.
● Sonolência diurna excessiva: fadiga e sonolência durante o dia, prejudicando atividades sociais e profissionais.
④ Hiposmia
● Redução precoce do olfato, afetando também o apetite e a percepção do paladar.
⑤ Dor e fadiga
● Muitos pacientes relatam dores musculares, rigidez articular e fadiga persistente.
3. Progressão da doença e evolução dos sintomas
Os sintomas geralmente começam unilateralmente, evoluindo para ambos os lados com o tempo e acompanhados pelo agravamento dos sintomas não motores. De acordo com a escala de Hoehn & Yahr, a doença pode ser dividida em cinco estágios:
Estágio 1: sintomas leves e unilaterais, sem impacto significativo na vida diária.
Estágio 2: sintomas bilaterais, mas com preservação relativa do equilíbrio.
Estágio 3: instabilidade postural evidente, maior risco de quedas, mas o paciente ainda mantém autonomia.
Estágio 4: necessidade de assistência para locomoção e atividades diárias.
Estágio 5: incapacidade grave, paciente acamado e dependente de cuidados contínuos.
Especialistas do Centro Internacional de Medicina Life enfatizam que os sintomas da síndrome de Parkinson incluem distúrbios motores, déficits cognitivos, alterações emocionais, distúrbios do sono e disfunções autonômicas. Por ser uma condição progressiva, a detecção precoce e o manejo oportuno são fundamentais. Diante de sinais suspeitos, é essencial buscar avaliação neurológica especializada para melhorar a qualidade de vida e retardar a progressão da doença.