O “câncer de pâncreas” geralmente refere-se ao adenocarcinoma ductal pancreático (incluindo seus subtipos), representando cerca de 85% de todos os tumores pancreáticos. O prognóstico a longo prazo da maioria dos subtipos de adenocarcinoma ductal é geralmente ruim e semelhante, embora o carcinoma mucinoso apresente melhor prognóstico, enquanto o carcinoma adenoescamoso apresenta pior resultado em comparação com outros subtipos.
É raro em pessoas com menos de 45 anos, mas a incidência aumenta rapidamente após essa idade. De acordo com o Estudo de Carga Global de Doenças, os picos de incidência em homens e mulheres ocorrem, respectivamente, entre 65–69 anos e 75–79 anos.
A queixa mais comum entre pacientes com câncer de pâncreas é dor, icterícia e perda de peso. Trata-se de um tumor maligno com alta taxa de mortalidade, sendo a 4ª principal causa de morte relacionada ao câncer nos Estados Unidos e a 2ª causa de morte por câncer do sistema digestivo, atrás apenas do câncer colorretal.
O câncer de pâncreas apresenta tendência crescente de incidência em todo o mundo, sendo mais comum em países desenvolvidos do Ocidente. Em alguns países asiáticos, como Japão e Coreia do Sul, também há muitos casos, enquanto em países do Sudeste Asiático a incidência é relativamente baixa. No entanto, devido às diferenças nas condições médicas, a proporção de diagnósticos em estágio avançado é alta, resultando em maior taxa de mortalidade.
Globalmente, o câncer de pâncreas é a sexta principal causa de morte por câncer. É mais prevalente em regiões ocidentais e industrializadas. As áreas com maiores taxas relatadas são América do Norte de alta renda, Ásia-Pacífico de alta renda, Europa Ocidental e Europa Central; já as menores taxas ocorrem no Sul da Ásia e no leste e centro da África Subsaariana. Nos Estados Unidos, mais de 67.000 pessoas são diagnosticadas anualmente com câncer exócrino de pâncreas, e a maioria delas provavelmente morrerá da doença.
1. Alta discrição
O câncer de pâncreas geralmente não apresenta sintomas claros em seus estágios iniciais, e o tumor já pode estar disseminado quando é descoberto, fazendo com que os pacientes percam o melhor momento para o tratamento.
2. Alta agressividade
As células do câncer de pâncreas possuem alta capacidade de invasão e metástase, frequentemente acometendo linfonodos, fígado e peritônio, o que torna o tratamento extremamente difícil.
3. Dificuldade de tratamento
O câncer de pâncreas apresenta baixa sensibilidade à radioterapia e à quimioterapia. Os efeitos dos tratamentos tradicionais são limitados, as taxas de ressecção cirúrgica são baixas e o prognóstico é geralmente desfavorável.
4. Baixa taxa de sobrevivência
Devido ao diagnóstico tardio e ao tratamento não oportuno, a taxa de sobrevivência em cinco anos dos pacientes com câncer de pâncreas é extremamente baixa, sendo um dos tipos de câncer com maior mortalidade.
A terapia de reconstrução imunológica com células atua por meio da reinfusão de células imunes capazes de reconhecer e atacar tumores, ativando o mecanismo imunológico antitumoral do organismo e melhorando o microambiente tumoral. Essa terapia pode atuar em conjunto com quimio e radioterapia, além da cirurgia, retardando a recorrência e a metástase. É particularmente adequada para pacientes com câncer de pâncreas em estágio avançado, ajudando a melhorar a taxa de sobrevivência e a qualidade de vida, sendo atualmente uma parte importante das abordagens inovadoras de tratamento.
Durante o tratamento, os pacientes frequentemente enfrentam imunossupressão, risco aumentado de infecção e recuperação lenta devido às terapias tradicionais, como cirurgia e quimio/radioterapia. Para apoiar melhor os pacientes durante o processo terapêutico, aumentar a tolerância e a qualidade de vida, é necessário desenvolver planos de reconstrução imunológica em diferentes ciclos de forma científica e faseada.
● Plano de curto prazo: Melhorar rapidamente a imunidade por meio da reinfusão de células imunes, potencializando os efeitos do tratamento antitumoral.
● Plano de médio prazo: Reduzir os efeitos colaterais das terapias tradicionais, promover a recuperação física e completar os ciclos de tratamento de forma adequada.
● Plano de longo prazo: Reconstruir globalmente o sistema imunológico, incluindo células imunes, imunidade intestinal, imunidade por elementos e imunonutrição, a fim de melhorar a qualidade de vida e prolongar o tempo de sobrevivência.
1. Cirurgia
A ressecção cirúrgica é uma abordagem fundamental para o tratamento radical do câncer de pâncreas, indicada principalmente para lesões localizadas em estágio inicial. Com o desenvolvimento das técnicas minimamente invasivas, cirurgias laparoscópicas e assistidas por robôs tornaram-se tendência, reduzindo o trauma cirúrgico e acelerando a recuperação dos pacientes.
2. Quimio e radioterapia
A radioterapia e a quimioterapia, como tratamentos adjuvantes, podem controlar lesões locais e retardar a progressão do tumor. Novos medicamentos quimioterápicos e esquemas combinados têm sido lançados, melhorando o efeito terapêutico em alguns pacientes em estágio avançado.
3. Terapia alvo e outras
A terapia alvo aborda mecanismos moleculares específicos do câncer de pâncreas, oferecendo tratamentos personalizados. Técnicas minimamente invasivas, como ablação por radiofrequência e ablação percutânea de tumores, também são utilizadas em alguns pacientes para reduzir a carga tumoral.
4. Intervenções minimamente invasivas
Alguns pacientes podem se beneficiar de métodos minimamente invasivos, como ablação tumoral, drenagem percutânea e colocação de stent biliar, para aliviar obstruções biliares e sangramentos causados pelo tumor. Essas abordagens têm importância no aumento da qualidade de vida e no retardamento da progressão da doença, especialmente para aqueles inoperáveis ou com condição física debilitada.
O câncer de pâncreas, devido à sua natureza insidiosa e alta agressividade, representa grande desafio terapêutico, exigindo diagnóstico precoce e tratamento abrangente. Os especialistas do Centro Médico Internacional Life United destacam que a combinação da terapia de reconstrução imunológica com células e tecnologias minimamente invasivas modernas pode melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.