A capsulite adesiva, também conhecida como ombro congelado, refere-se à inflamação crônica asséptica da cápsula articular do ombro e dos tecidos moles ao redor, levando à limitação dos movimentos e dor persistente. A progressão da doença é lenta; se não for diagnosticada e tratada precocemente, pode evoluir para rigidez articular e até limitação funcional permanente. O diagnóstico depende da anamnese, exame físico, avaliação funcional e exames de imagem.
1. Avaliação dos sintomas clínicos
Os pacientes geralmente relatam dor contínua no ombro, especialmente à noite ou em mudanças climáticas. Na fase inicial predomina a dor, seguida gradualmente por rigidez e limitação de movimento, apresentando características clínicas em estágios.
2. Exame físico
A amplitude de movimentos como flexão anterior, abdução e rotação externa é avaliada para verificar limitação. O ombro afetado costuma apresentar sensibilidade dolorosa, especialmente na região anterior do deltóide e ao redor do acrômio.
3. Exames de imagem
A radiografia é útil para excluir alterações ósseas no ombro. A RM e a ultrassonografia são mais eficazes na identificação de espessamento inflamatório da cápsula articular, derrame na bursa e lesões tendíneas, sendo importantes métodos auxiliares de diagnóstico.
4. Escalas funcionais
Ferramentas padronizadas como o escore Constant e o questionário DASH avaliam o grau de limitação funcional do ombro, auxiliando na classificação por estágio e no planejamento individualizado do tratamento.
5. Teste diagnóstico por injeção
Em alguns casos clínicos, aplica-se injeção local de lidocaína; se houver melhora significativa da dor em curto prazo, o teste auxilia a confirmar o diagnóstico de capsulite adesiva e a excluir outras doenças do ombro, como a síndrome do impacto subacromial.
6. Exclusão de outras doenças
Antes de diagnosticar capsulite adesiva, é necessário excluir alterações cervicais, rupturas do manguito rotador, tendinite do bíceps e artrite reumatoide. A combinação de exames de imagem e sinais clínicos é essencial para evitar diagnósticos errados ou omissos.
7. Histórico clínico e características da doença
A investigação deve incluir histórico de trauma, diabetes ou problemas cervicais, ajudando a identificar fatores desencadeantes e a evolução da doença. A maioria dos pacientes desenvolve a condição após a meia-idade, com sintomas progressivos, característicos de uma doença inflamatória crônica.
8. Teste de sensibilidade ao calor e mobilidade passiva
Aplicar estímulo térmico no ombro para observar se a rigidez melhora, auxiliando na identificação da fase de aderência. Testes de mobilidade passiva, como elevação ou rotação, avaliam a amplitude limitada e a resposta dolorosa, sendo critérios diagnósticos importantes.
9. Avaliação por estágios clínicos
A capsulite adesiva é geralmente dividida em três estágios: fase pré-congelamento (predomínio da dor), fase de congelamento (predomínio da rigidez) e fase de descongelamento (recuperação funcional). A diferenciação clínica entre os estágios ajuda no julgamento global da condição.
Especialistas do Centro Médico Internacional Life Union alertam: os sintomas iniciais da capsulite adesiva são facilmente negligenciados e muitas vezes confundidos com fadiga muscular comum. Ao apresentar dor persistente no ombro ou limitação de movimento, é fundamental procurar atendimento médico precoce. Métodos inovadores, como terapias com células-tronco, já demonstraram efeitos positivos na recuperação da função do ombro; quanto mais cedo forem aplicados, melhores os resultados.