A necrose da cabeça femoral é uma doença ortopédica crônica causada pela interrupção do suprimento sanguíneo, levando gradualmente à morte do tecido ósseo, sendo comum em adultos jovens e de meia-idade. Se não for diagnosticada e tratada precocemente, pode evoluir para colapso do quadril e até perda completa da função, exigindo, em última instância, substituição protética. O diagnóstico preciso depende de exames de imagem, avaliação física e análise da história clínica.
1. Exame de ressonância magnética (RM)
A RM é a ferramenta de imagem mais sensível para o diagnóstico precoce, capaz de detectar edema da medula óssea e áreas de necrose antes de alterações visíveis na radiografia, sendo especialmente adequada para rastreamento de grupos de alto risco.
2. Radiografia simples
A radiografia é indicada para avaliação em estágios intermediários e avançados, podendo revelar colapso da cabeça femoral, estreitamento do espaço articular e outras alterações características, sendo útil na decisão terapêutica e prognóstico.
3. Tomografia computadorizada (TC)
A TC permite observar de forma mais clara as alterações da microarquitetura trabecular e da densidade interna da cabeça femoral, auxiliando no monitoramento da progressão intermediária e no planejamento cirúrgico.
4. Cintilografia óssea
A cintilografia pode detectar alterações metabólicas locais no osso, sendo especialmente eficaz em pacientes com suspeita precoce ou comprometimento bilateral com sintomas atípicos.
5. Análise dos sintomas clínicos
O médico avalia características da dor no quadril, limitação de movimento, claudicação e mudanças na capacidade de realizar atividades diárias, a fim de determinar a progressão da doença.
6. Investigação da história clínica
Avaliar histórico de uso prolongado de corticosteroides, alcoolismo, traumas ou distúrbios metabólicos ajuda a identificar a etiologia e os indivíduos de alto risco.
7. Testes de amplitude de movimento
No exame físico, o médico avalia a limitação nos movimentos de abdução, rotação interna, flexão do quadril, além da presença de dor à palpação ou estalos articulares, auxiliando no julgamento clínico.
8. Avaliação da densidade óssea e marcadores de metabolismo
Alguns pacientes apresentam osteoporose ou alterações metabólicas associadas; a avaliação da densidade óssea e dos níveis de vitamina D, cálcio e fósforo fornece uma visão abrangente do estado ósseo, orientando o tratamento.
9. Análise do líquido articular (quando necessário)
Se houver suspeita de infecção intra-articular ou outras doenças inflamatórias, pode-se realizar punção articular para excluir diagnósticos diferenciais de dor no quadril.
10. Avaliação comparativa bilateral
Como a necrose da cabeça femoral pode afetar ambos os quadris simultaneamente, o exame clínico deve incluir avaliação bilateral para evitar que alterações simétricas passem despercebidas.
Especialistas do Centro Médico Internacional Life Union destacam que, diante de desconforto no quadril, o paciente deve procurar avaliação médica precoce. A combinação de RM, radiografia e avaliação clínica permite um diagnóstico precoce e preciso, garantindo tempo essencial para terapias inovadoras, como o tratamento com células-tronco, aumentando significativamente a taxa de preservação do quadril.