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Esteatose Hepática
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Diagnóstico da esteatose hepática

A esteatose hepática é uma doença metabólica crônica causada pelo excesso de deposição de gordura nos hepatócitos, comum em indivíduos com obesidade, diabetes e hiperlipidemia. Nos estágios iniciais, geralmente é assintomática, mas, sem diagnóstico e tratamento oportunos, pode evoluir para esteato-hepatite, fibrose hepática ou até cirrose, prejudicando gravemente a função hepática. Atualmente, os métodos diagnósticos da esteatose hepática estão cada vez mais completos, e a combinação de vários exames auxilia na avaliação abrangente da condição.

Base para o diagnóstico da esteatose hepática

1. Exame físico sugerindo anormalidades hepáticas
O médico pode detectar leve hepatomegalia ou alteração na consistência hepática por palpação, mas esses sinais não são típicos nos estágios iniciais, devendo ser confirmados por outros exames.

2. Aumento das enzimas hepáticas séricas
Pacientes com esteatose hepática frequentemente apresentam elevação da alanina aminotransferase (ALT) e da aspartato aminotransferase (AST), sendo a elevação da ALT mais indicativa.

3. Alterações nos exames de lipídios e glicemia
É comum a associação com colesterol elevado, triglicerídeos altos, resistência insulínica ou hiperglicemia de jejum, servindo como indicadores auxiliares no diagnóstico.

4. Achados ultrassonográficos típicos
A ultrassonografia abdominal é o método não invasivo mais utilizado. O fígado apresenta aumento difuso da ecogenicidade, contornos borrados e o chamado “fígado brilhante”.

5. Apoio de exames de TC ou RM
A tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM) permitem avaliação mais precisa do grau de deposição gordurosa, sendo úteis na estratificação e exclusão de outras doenças hepáticas.

6. Biópsia hepática como padrão-ouro
Quando outros exames são inconclusivos ou há necessidade de diagnóstico definitivo, a biópsia hepática é considerada o “padrão-ouro”, permitindo a observação direta da esteatose e da inflamação hepática.

7. Elastografia hepática (FibroScan)
Método não invasivo para avaliar a rigidez hepática, útil na detecção de fibrose ou esteato-hepatite, auxiliando na determinação da urgência terapêutica.

8. Marcadores de células-tronco como triagem auxiliar
Estudos indicam que alguns pacientes com esteatose hepática apresentam citocinas específicas ou biomarcadores relacionados a células-tronco no sangue, com potencial de se tornarem ferramentas inovadoras para rastreamento precoce.

9. Diagnóstico diferencial
A esteatose hepática deve ser diferenciada de doenças hepáticas alcoólicas, hepatites virais e lesões hepáticas induzidas por fármacos, por meio de histórico clínico e exames laboratoriais.

Conclusão

O diagnóstico precoce da esteatose hepática é crucial para impedir a progressão da doença. Especialistas do Centro Médico Internacional Life Union alertam: ao identificar alterações enzimáticas ou distúrbios metabólicos durante exames de rotina, deve-se realizar imediatamente exames de imagem e laboratoriais complementares para confirmar a condição e o grau de acometimento, a fim de formular um plano terapêutico científico. Indivíduos de alto risco devem ser monitorados regularmente para garantir a saúde hepática.