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Câncer de Olho
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Diagnóstico do câncer ocular

O câncer ocular é um grupo de tumores malignos que afetam o globo ocular e tecidos adjacentes, incluindo melanoma uveal, retinoblastoma e tumores orbitários. A evolução costuma ser silenciosa, frequentemente confundida com doenças oculares comuns. O atraso no diagnóstico pode levar não apenas à cegueira irreversível, mas também à disseminação para o cérebro, fígado e outros órgãos, representando grave risco à vida. Identificar precocemente a natureza e a extensão da lesão é essencial para selecionar o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida.

Base do diagnóstico

1. Avaliação da visão e exame com lâmpada de fenda
O exame inicial é realizado pelo oftalmologista, incluindo teste de acuidade visual e observação detalhada das estruturas anteriores do olho com lâmpada de fenda. Alterações na íris ou presença de líquido anormal na câmara anterior podem indicar sinais precoces. No melanoma uveal, a dilatação pupilar seguida de exame de fundo de olho pode revelar massas escuras ou elevações retinianas.

2. Fundoscopia e tomografia de coerência óptica (OCT)
A fundoscopia permite a observação direta da retina e do disco óptico, auxiliando na localização e definição dos limites tumorais. A OCT fornece imagens em alta resolução das camadas da retina e coroide, identificando formato, espessura e exsudação da lesão, sendo essencial na detecção precoce do retinoblastoma.

3. Ultrassonografia ocular (A-scan e B-scan)
O ultrassom é indicado quando a opacidade ocular impede a visualização direta. O B-scan mostra alterações estruturais intraoculares, como descolamento de retina ou hemorragia vítrea. O A-scan mede densidade e eco da massa, ajudando a determinar o grau de malignidade.

4. Tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM)
Se houver suspeita de invasão da órbita, nervo óptico ou estruturas intracranianas, a TC evidencia destruição óssea ou calcificações, úteis no retinoblastoma. A RM, por sua vez, é superior para avaliação de tecidos moles e definição da relação anatômica entre o tumor e áreas adjacentes, sendo essencial para planejamento cirúrgico.

5. Biópsia e análise citológica
Para tumores acessíveis, como de conjuntiva ou glândula lacrimal, a biópsia fornece material para análise patológica e classificação tumoral. Nos tumores intraoculares, quando necessário, pode-se realizar punção vítrea ou aspiração com agulha fina, permitindo exame citológico. Este procedimento continua sendo o “padrão-ouro” para confirmação de malignidade.

6. Testes moleculares e genéticos
No retinoblastoma infantil, a análise do gene RB1 auxilia na confirmação diagnóstica e na avaliação de risco hereditário. Em adultos, testes genéticos identificam mutações potencialmente tratáveis, permitindo a aplicação de terapias-alvo personalizadas.

7. Rastreamento sistêmico para metástases
Nos casos de progressão local, exames adicionais, como ultrassonografia hepática, cintilografia óssea e TC de tórax/abdômen, são necessários para descartar metástases. O melanoma uveal, por exemplo, apresenta elevada propensão a metastatizar para o fígado.

Conclusão

Os especialistas do Centro Internacional de Medicina Unida destacam que o diagnóstico do câncer ocular deve integrar exames oftalmológicos, técnicas de imagem, biópsias e testes genéticos. Apenas a detecção precoce e a confirmação diagnóstica permitem aproveitar plenamente terapias inovadoras, como a reconstrução imunológica celular, aumentando as chances de preservação ocular e a sobrevida do paciente.