O câncer de bexiga é o tumor maligno mais comum do sistema urinário. O carcinoma urotelial é o principal tipo histológico nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, representando cerca de 90% dos casos. Em regiões como o Oriente Médio, também são observados carcinomas não uroteliais, em parte devido à prevalência de esquistossomose.
A taxa de incidência global em homens é de 9,5 por 100.000, com taxa de mortalidade de 3,3 por 100.000 — aproximadamente quatro vezes maior que nas mulheres. Em 2020, foram registrados cerca de 500.000 novos casos e mais de 210.000 mortes. O câncer de bexiga é o sexto câncer mais comum em homens e ocupa a 9ª e a 19ª posição em mortes relacionadas ao câncer entre homens e mulheres, respectivamente.
O câncer de bexiga apresenta alta incidência em todo o mundo, especialmente na Europa e América do Norte, onde fatores como poluição industrial e tabagismo são comuns. Em contrapartida, países asiáticos como China, Japão e algumas regiões do Sudeste Asiático apresentam taxas relativamente mais baixas, mas vêm registrando aumento nos últimos anos. Fatores ambientais e de estilo de vida desempenham papel crucial na incidência da doença.
1. Forte invasividade tumoral
As células do câncer de bexiga podem facilmente infiltrar-se nas camadas profundas da parede da bexiga, destruindo tecidos locais. Se não for controlado a tempo, pode atingir órgãos vizinhos e causar complicações graves.
2. Alta taxa de recorrência
Mesmo após o tratamento, o câncer de bexiga apresenta elevada taxa de recorrência, exigindo acompanhamento de longo prazo, o que aumenta a carga médica e o estresse psicológico dos pacientes.
3. Impacto na qualidade de vida
Pacientes frequentemente apresentam sintomas como urgência urinária, dor ao urinar e hematúria, afetando seriamente a vida cotidiana e o trabalho. Em estágios avançados, podem ocorrer retenção urinária e comprometimento da função renal.
A terapia de reconstrução imunológica com células consiste na reinfusão de células imunológicas funcionais, fortalecendo a resposta imune antitumoral e restaurando a função imunológica comprometida pelo tumor. No câncer de bexiga, essa abordagem ajuda a reconhecer e eliminar células residuais, reduzindo a taxa de recorrência pós-operatória. É indicada para casos de múltiplas recorrências, tipos patológicos de alto risco e como terapia adjuvante, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida a longo prazo.
Durante o tratamento convencional, como cirurgia ou rádio/quimioterapia, pacientes frequentemente enfrentam imunossupressão, maior risco de infecções e recuperação lenta. Para apoiar melhor esses pacientes, aumentar a tolerância e melhorar a qualidade de vida, é necessário desenvolver planos de reconstrução imunológica em diferentes ciclos, de forma científica e faseada.
● Plano de curto prazo: Reinfusão de células imunológicas para aumentar rapidamente a imunidade, potencializando os efeitos do tratamento antitumoral.
● Plano de médio prazo: Reduzir os efeitos colaterais das terapias tradicionais, promover a recuperação física e completar os ciclos terapêuticos adequadamente.
● Plano de longo prazo: Reconstruir de forma abrangente o sistema imunológico — incluindo células imunológicas, imunidade intestinal, imunidade por elementos e imunonutrição — para melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida.
1. Ressecção transuretral de tumor de bexiga (RTU-B)
A RTU-B é o principal procedimento cirúrgico para câncer de bexiga não invasivo ao músculo, realizado via cistoscopia. É uma técnica minimamente invasiva, com alta segurança, frequentemente combinada à instilação intravesical de quimioterapia para prevenir recorrências.
2. Cistectomia radical
Para câncer invasivo ao músculo ou pacientes de alto risco, pode ser necessária a remoção completa da bexiga com reconstrução do trato urinário. Apesar de ser altamente invasiva, é decisiva no controle de tumores progressivos.
3. Quimioterapia e terapia alvo
Em casos avançados ou metastáticos, a quimioterapia sistêmica combinada com terapias alvo é amplamente utilizada. Regimes como gemcitabina associada a cisplatina podem retardar a progressão da doença e prolongar a sobrevida.
4. Radioterapia e estratégias de preservação da bexiga
Alguns pacientes podem se beneficiar de estratégias de preservação da bexiga, combinando radioterapia e quimioterapia. Essa abordagem é indicada principalmente para pacientes não candidatos à cirurgia, devendo ser conduzida sob orientação multidisciplinar.
5. Novas tecnologias terapêuticas
Com o avanço da medicina, técnicas como bisturi de plasma, terapia fotodinâmica e eletroterapia estão sendo aplicadas em pacientes selecionados, oferecendo alternativas adicionais para casos avançados ou especiais.
Devido à sua forte invasividade e alta taxa de recorrência, o câncer de bexiga requer diagnóstico precoce e tratamento ativo. Os especialistas do Centro Médico Internacional Life United destacam que a aplicação da terapia de reconstrução imunológica com células trouxe nova esperança para os pacientes, sendo a gestão integrada com múltiplas modalidades a chave para melhorar os resultados terapêuticos.