O câncer adrenal é um tumor maligno originado no córtex adrenal. O ACC pode ocorrer em qualquer idade, mas apresenta dois picos de incidência: antes dos 5 anos e entre os 30 e 40 anos. Em geral, nos adultos o tumor é mais agressivo e progride mais rapidamente do que em crianças. É mais comum em mulheres do que em homens.
A doença geralmente é agressiva, podendo ser funcional, causando síndrome de Cushing e/ou virilização, ou não funcional, manifestando-se como massa abdominal ou descoberta incidental. Sua etiologia ainda não é totalmente clara, mas fatores genéticos, exposições ambientais e desequilíbrios hormonais são considerados relacionados. O desenvolvimento é silencioso, os sintomas iniciais muitas vezes não são evidentes e o diagnóstico costuma ocorrer em estágios intermediários ou avançados, dificultando o tratamento e impactando a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.
A incidência do câncer adrenal é relativamente baixa, com taxa anual de cerca de 1–2 casos por milhão de pessoas no mundo. No entanto, existem diferenças regionais. No sul do Brasil, a incidência em crianças é cerca de 10 vezes maior, tendo sido identificados vários fatores de risco ambientais e genéticos nessa região.
Nos países europeus e americanos, as taxas relatadas são ligeiramente mais altas, enquanto no leste da Ásia são relativamente mais baixas. Com o avanço dos métodos diagnósticos, a tendência de incidência tem aumentado nos últimos anos, especialmente em pessoas de meia-idade, o que requer maior atenção.
1. Alta agressividade
As células do câncer adrenal crescem rapidamente e se disseminam facilmente para tecidos vizinhos e órgãos distantes, sendo pulmões, fígado e ossos os locais mais comuns de metástase, levando à rápida deterioração da condição clínica.
2. Impacto hormonal
Alguns pacientes com câncer adrenal apresentam secreção excessiva de hormônios, causando síndrome de Cushing, virilização feminina e outros distúrbios endócrinos, afetando gravemente as funções corporais e a saúde mental.
3. Alta dificuldade de tratamento
Devido à ausência de sintomas evidentes nos estágios iniciais, o diagnóstico costuma ser tardio. Além disso, o câncer adrenal apresenta baixa resposta à quimio e radioterapia, o que limita as opções terapêuticas e resulta em prognóstico ruim e baixa taxa de sobrevivência.
4. Queda da qualidade de vida
Nos estágios avançados, os pacientes frequentemente apresentam dor intensa, perda de peso e fraqueza, reduzindo significativamente a qualidade de vida. É necessário manejo multidisciplinar abrangente.
A terapia de reconstrução imunológica com células atua ativando e restaurando a capacidade do sistema imunológico do paciente de combater o tumor, ajudando a inibir o crescimento e a disseminação do câncer. Pode ser utilizada como tratamento adjuvante após cirurgia para reduzir o risco de recorrência, além de ser aplicável a pacientes em estágio avançado que não podem ser operados.
Durante o processo terapêutico, pacientes frequentemente enfrentam imunossupressão, maior risco de infecção e recuperação lenta devido a cirurgias ou quimio/radioterapia. Para oferecer melhor suporte, aumentar a tolerância e a qualidade de vida, é necessário desenvolver planos de reconstrução imunológica em diferentes fases e ciclos, de forma científica.
● Plano de curto prazo: Reinfusão de células imunológicas para melhorar rapidamente a imunidade, potencializando os efeitos do tratamento antitumoral.
● Plano de médio prazo: Reduzir os efeitos colaterais das terapias tradicionais, promover a recuperação física e completar os ciclos terapêuticos adequadamente.
● Plano de longo prazo: Reconstruir de forma abrangente o sistema imunológico — incluindo células imunológicas, imunidade intestinal, imunidade por elementos e imunonutrição — a fim de melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida.
1. Cirurgia
A cirurgia radical ainda é a primeira escolha para o tratamento do câncer adrenal, indicada em casos de tumores localizados. A ressecção completa do tumor e dos tecidos adjacentes pode melhorar significativamente a expectativa de vida.
2. Quimio e radioterapia
A quimioterapia adjuvante pós-operatória é utilizada para controlar micrometástases e retardar a progressão da doença. A radioterapia é aplicada principalmente para controle local ou alívio de sintomas, tendo papel adjuvante em casos avançados.
3. Terapia alvo e terapia hormonal
Alguns pacientes podem se beneficiar de terapias alvo, atuando sobre biomarcadores específicos. A terapia hormonal é utilizada para controlar distúrbios hormonais e aliviar sintomas.
4. Tratamentos minimamente invasivos
Cirurgias minimamente invasivas e técnicas de ablação percutânea podem ser aplicadas em pacientes selecionados, reduzindo o trauma e o tempo de recuperação, complementando as terapias cirúrgicas e medicamentosas convencionais.
5. Quimioembolização arterial transcateter
Indicada para casos avançados de carcinoma adrenocortical com metástases hepáticas irressecáveis. O procedimento envolve punção da artéria femoral e cateterização seletiva das artérias que irrigam as metástases, seguida da infusão de quimioterápicos misturados a agentes embolizantes, bloqueando o fluxo sanguíneo e liberando altas concentrações locais de fármacos para inibir o crescimento tumoral.
6. Ablação por radiofrequência/micro-ondas
Indicada para metástases isoladas irressecáveis ou recidivas locais. Uma agulha de ablação é inserida percutaneamente no centro do tumor, utilizando calor para destruir as células cancerígenas. Pode aliviar a dor, controlar a progressão da doença e ser usada como tratamento paliativo em estágios avançados ou como complemento à terapia sistêmica.
Devido à sua alta malignidade e manifestações complexas, o câncer adrenal representa grave ameaça à saúde. Os especialistas do Centro Médico Internacional Life United destacam que o diagnóstico precoce e o tratamento multimodal, incluindo a terapia de reconstrução imunológica com células, são fundamentais para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. Estratégias terapêuticas padronizadas não podem ser negligenciadas, sendo essencial aumentar a conscientização clínica e social sobre a doença.